sábado, 24 de maio de 2014

Comunicações

Para Adriane
Saudade de Marília
Da cumplicidade e do segredo
Das apostas e apresentações
Do convívio e do por vir.

Da festa e da madrugada
da quadrilha
Das coletas e dos hoteis
daquilo que nos fez rir
do que nos fez ir.
E da volta uma amizade de contrários

quinta-feira, 20 de março de 2014

Assinatura e Mulher

Cláudio Souza Pinto

à Ábia, Cindy e Ingrid
Tenho uma assinatura própria
Como a palma da pata de um cachorro...
Afinal, sou homem, amigo fiel...
Poemas dispostos a esquerda 

(Da perspectiva da folha)
Minha arte é assim:
Como devem ser as mulheres
Que cuidam, que amam e que são firmes.

Afinal, mulher não se centraliza,
Não disponho poemas ao centro
Não me convencem as indecisas

Não os disponho a direita..
Mulheres apáticas? 
Mulher e apatia são dissonantes!

Disponho meus poemas
e...
mulheres, a esquerda.
- Local de mulher é na luta:
Em casa
Na rua
E mesmo na minha poesia.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Menina dos Olhos de Vidro

Cláudio Souza Pinto
à Tâmyllis e Eliz
Teus glóbulos belos, permita-me fita-los?

Olhar-te face a face e me perder no enredo.

Que teus olhos não embacem para a poesia

Que teus glóbulos brilhem ao ouvir a maresia

Os ouvidos... Te conto segredos de nostalgia...

Que teus cílios anunciem uma outra estadia...

Que teus abraços aguardem com festas o novo dia...

Que teus olhos de vidro sobre mim, 

Que nunca percam a magia.

Ruah Morena Índia

Cláudio Souza Pinto

à Ruane e Adria
Ao meio dia
À minha vida
Do meio do mundo
Ao mundo das palavras
Tupi Português...

Riso forte
Piso Alto
Pulso Firme
Coração Mole
Consciência Justa
Mulher liberta

Fada da liberdade
Borboleta em dança
Índia Urbana 
Que cura
Que cuida
Que reflete
Que transcende

Filha da mata
Rainha dos Igarapés

Ruah - sopros de vida
Sophos - Precisas saber
Phylos - Meu amor por você

domingo, 16 de março de 2014

Uma Pequena Victória

Cláudio Souza Pinto


Te venço em cansaço bom,
te tenho afeto, se quiseres, afago...

Te convenço, te mostro música nova...
Te irrito simplesmente...

 Te tenho afeto, se quiseres, te tenho afago...

Te conto novidades,

Tu me consolas nas saudades...

Em Egos inflados, uma cumplicidade

Ter-te em minha vida, nada mais foi que uma dádiva,  Pequena Victória...

Te tenho afeto, afago...

Quem te machucar, se quiseres, afogo!

Tu és Tulipa, Heliane.

Cláudio Souza Pinto
Tu és tulipa que exala aroma doce e viciante...
Tu és tulipa que enfeita e enfeitiça...
Tu és tulipa que não canta, mas fazes rememorar...
És uma planta para se escutar, para cuidar, para se ouvir...  

Tu és tulipa que sobrevive a ataques da natureza selvagem dos  homens...
Tu és tulipa que se presenteia...
És tulipa que se apresenta...

És tulipa que transborda, que brinda, és vida!
És tulipa que comemora e faz comemorar...
Pétalas que arrancam sorrisos e suspiros...
És mulher, flor rara no meu jardim dos encontros...
Repletos de devaneios no caminhar...

És uma flor que se chama Heliane.


Para Ludmilla

Obra de Cláudio Souza Pinto

Até que o amanhã chegue,
Vou te dizendo que tu me encantas levemente
Que tens nos fios de cabelo pequenos controles de mim
Que no teu riso bobo encontro minha razão
Que no teu jeito atropelado de dançar encontro o meu passo e tempo certos
No bater do teu coração, o meu ritmo
Que na tua voz tenho o descanso do ouvir da brisa doce
E na tua amizade encontro vida e poesia